Restaurante Berimbau
Restaurante Berimbau
Recém-chegado de um voo de São Paulo, o arquiteto Daniel Castro Cunha foi ao restaurante brasileiro Berimbau, em Nova York, e entrou no Second Floor, onde o proprietário Mario de Matos, brasileiro filho de um padeiro, queria criar algo novo.
O espaço se dedicaria à interseção entre música, cultura e atmosfera. No andar de cima, uma seleção cuidadosa de vinis dita o tom, com os sons da Bossa Nova, do Chorinho e da Tropicália preenchendo o ambiente. Um lugar para desacelerar, se conectar e vivenciar a riqueza dos ritmos brasileiros em um cenário intimista e cuidadosamente projetado.
Ao observar o espaço, Daniel viu na parede uma tela em branco com potencial para mais cor e brasilidade. Ele se lembrou de um painel impressionante do também brasileiro Jeffer Zion e soube que o trabalho do artista se encaixaria perfeitamente nas paredes do Berimbau.
Assim, Zion dedicou 300 horas para pintar à mão, nas paredes, a flora e a fauna do litoral sul do Rio de Janeiro. “Guarás-vermelhos, micos-leões-dourados, canários cantando para um violão que brota de uma árvore — uma fusão de natureza e música que celebra a alegria de ser brasileiro”, disse Jeff. A equipe de Mario chama a obra de “Uma floresta que balança ao ritmo da Bossa Nova”.
Mario há muito sonhava com os assentos perfeitos para definir o espaço. Como um grande admirador do trabalho de Aristeu Pires, o empresário queria mobiliar o bar com as peças do designer. “O design de Aristeu é a simplicidade encontrando a sofisticação. Curvilíneo, charmoso e convidativo”, diz Mario. “As peças me ajudaram a criar uma atmosfera sensorial e emocional que conecta os clientes à minha cultura brasileira. Um pedaço do Brasil em Nova York.”
Os móveis de linhas suaves e fluidas, feitos com madeiras nativas como Jequitibá, e personalizados com tecidos e couros rústicos em tons terrosos, harmonizam perfeitamente com a floresta ao redor. As cadeiras Aurora e Julieta, o sofá Malu e a banqueta Duda facilitaram para que os clientes, que vivem em uma cidade agitada, pudessem relaxar e encontrar seu momento de sossego. “Adoramos a forma como tudo se integra”, disse Daniel.
No fim, o Berimbau trouxe um pedaço genuíno da alma brasileira, oferecido de braços abertos a uma cidade que sabe acolher o que é autêntico.