Tozzini Freire
Tozzini Freire
O cenário corporativo em São Paulo impulsiona novas formas de trabalho, principalmente após a pandemia. No centro financeiro da cidade, na região da avenida Faria Lima, isso não é diferente. A busca por espaços que equilibrem funcionalidade, conforto e bem-estar é um dos motes para arquitetos e designers que atuam em projetos corporativos.
O escritório de advocacia Tozzini Freire, com 49 anos de atuação, fez a transição de um prédio mono-usuário e brutalista para um espaço menor na Faria Lima, ocupando três andares. Um dos principais objetivos da mudança foi a necessidade de estar mais próximo de clientes estratégicos do escritório, além de ser mais adaptado ao trabalho híbrido, relembra Guiherme Meneses, arquiteto da Perkins&Will, da qual o Tozzini Freire é cliente há anos.
Um desafio central do projeto era manter a vocação de “avant-garde” do TozziniFreire, que já havia sido pioneiro ao eliminar as salas individuais dos sócios em sua sede anterior.
“Como especificadores, temos uma responsabilidade de não produzir mais matéria e gerar mais lixo. Os mobiliários de trabalho tiveram 100% de reaproveitamento. Em relação ao mobiliário dos sócios, fizemos uma estação de trabalho sob medida. Então, se antes eles já tinham uma sala aberta, hoje eles vão para um espaço de trabalho também aberto, então tinha uma preocupação acústica também”, comenta Guilherme.
Para redefinir a experiência do cliente e inovar, o projeto dedicou um andar inteiro ao recebimento de clientes, com salas de reunião, áreas para treinamento, palestras e eventos. A grande sacada desse andar, no entanto, é o “work café”. Pensado para ser um ambiente de reunião e descompressão, o café reflete o desejo do escritório de criar uma atmosfera mais caseira, mas também sofisticada, o que levou à escolha de materiais como madeira natural e couro. Nesse contexto, a Cadeira Duda de Aristeu Pires foi a escolha.
“Queria muito uma cadeira que unisse funcionalidade, conforto e estética. Precisávamos de uma cadeira que tivesse o apoio pro braço, confortável e sem o espaldar tão alto. Queríamos algo com uma imagem mais limpa. Então, acho que o desenho da cadeira Duda e a forma como ela foi concebida trazem esse fresh look”, explica Guilherme.
O arquiteto ainda contou que a escolha pela cadeira Duda conta uma história que pode ser sempre referenciada. “Eu acho que é uma cadeira super atual e, ao mesmo tempo, a gente usa de uma forma muito atemporal, ela não é datada. Nós buscamos criar projetos de arquitetura que não sejam datados, então por mais que a gente pesquise as tendências, veja o que está acontecendo e busque inovar de alguma forma, a gente preza muito por essa ideia de manter uma linearidade e uma história que pode ser contada hoje e ontem”.
A decisão foi bem recebida, com os clientes aprovando o mobiliário no café, que oferece um espaço descontraído onde podem fazer reuniões, almoços e até aguardar um próximo compromisso sem se preocupar com o trânsito intenso da cidade.
O projeto do TozziniFreire não apenas otimizou o uso do espaço e se adaptou ao novo regime de trabalho, mas também utilizou o design para transformar o escritório em um local que é, ao mesmo tempo, funcional e notavelmente acolhedor para a sua equipe e seus clientes.